Como escolher o pediatra?

Como escolher o pediatra?

Nem todo médico serve para todo paciente. Quando o assunto é o profissional que vai cuidar do seu bebê, a responsabilidade é ainda maior. Aqui vão algumas dicas para ajuda-la neste momento de escolha.

Indicação: amigas e conhecidas, que sejam mães e que tenham os mesmos valores que você, podem sugerir bons profissionais. Antes de marcar a consulta, pense se essa pessoa tem o perfil parecido com o seu. Assim, as chances de empatia são maiores. É possível que seu obstetra também tenha nomes para recomendar.

Rotina: Algumas informações vão ajuda-la a avaliar quando você pode contar com ele. Quais são os dias e horários que ele está no consultório? Ele dá plantão em hospitais? É professor e dá aulas? Como é sua disponibilidade em dias de folga, finais de semana e no período de férias?

Visita: É importante conhece-lo antes do nascimento do neném. A visita do pediatra à maternidade também é aconselhável para que se estabeleça um contato precoce com a família e que as primeiras orientações sejam dadas antes dos pais chegarem em casa – é saudável já ter este canal totalmente aberto.

Confiança: É essencial – por parte da família – para o bom andamento e aproveitamento das consultas. Assim como a sintonia entre a conduta do trabalho do pediatra e os pais, em vários sentidos: disponibilidade, tipo de medicina a ser seguida (alopatia, homeopatia), formas de contato – telefone, celular, e-mail, etc.

Entidades: O Conselho Regional de Medicina e Sociedade Brasileira de Pediatria informam se o profissional é formado em sua área e se tem cadastro ativo. Se você tem preferência por uma linha médica específica, busque nas respectivas entidades, como por exemplo, na Associação Médica Homeopática Brasileira e na Associação Brasileira de Medicina Antroposófica.

Como encontra-lo: O profissional deve passar um meio de contato para que você possa encontra-lo além do consultório – pode ser o celular, telefone de casa ou outro. Pensar se essas maneiras de contato são suficientes para você é um meio de evitar desentendimentos futuros.

Casal: O pai e a mãe precisam concordar com a escolha. Seu filho é um só e precisa de coerência. Se você adora homeopatia e seu marido, alopatia, vocês precisam conversar, ponderar todos os pontos e decidir para que lado irão – juntos.

Tempo de Consulta: Atendimento de qualidade demora a ser feito. É nesse momento que você observa se o pediatra demonstra interesse pela criança – tanto pelo aspecto clínico, como pelo aspecto comportamental.

Empatia: Sentir-se à vontade para fazer todas as perguntas é sinal de um bom começo. Todas as dúvidas devem ser esclarecidas. Quanto mais os pais conhecerem seus filhos, mais dúvidas vão aparecer.

Faça sua parte: Intuição e observação de mãe são fundamentais. As ligações devem se limitar às urgências. Objetividade na hora de descrever os sintomas ajuda: febre, cor da secreção nasal, o tipo de tosse, se  criança está ativa, comendo, etc. Lembre-se: o pediatra não está vendo o que acontece e nem sempre ele está no consultório. Além disso, nem sempre ele se lembra de todos os seus pacientes, ultimas consultas, medicamentos que seu filho está tomando, etc. A pediatria é uma troca de experiências contínua entre o médico e a família.

Troca de médico: Quando o profissional não atende às expectativas da família, nada mais normal que procurar um novo profissional. O prontuário é propriedade do paciente, portanto o histórico e os registros do seu filho devem ser entregues para você.

Emergência: Nessa hora as crianças contam somente com os pais para as decisões. É prudente deixar combinado os primeiros passos a serem tomados em emergências – por exemplo, em qual pronto socorro você deve levar o seu filho. O telefone do pediatra deve sempre estar à mão e disponível para contato rápido e orientação.

Texto adaptado de “Baby Guide – Do planejamento à primeira infância”

Como escolher o pediatra?