A audição do bebê

A audição do bebê

A audição é o primeiro sentido desenvolvido pelo feto no terceiro mês de gestação e, a partir do quinto mês de gestação, o bebê é capaz de ouvir sons internos e externos.

Ao nascer, é por meio de reflexos que ocorrem as primeiras reações com relação aos sons. Após alguns meses, a audição do bebê torna-se mais madura, permitindo que ele demonstre tais reações ao aprender a localizar, compreender e memorizar um som.

A boa audição é essencial para o desenvolvimento da fala, uma vez que é necessário “aprender a ouvir” para posteriormente “aprender a falar”.

Os primeiros sons emitidos pelo bebê são decorrentes do chamado “balbucio”, que são as “brincadeiras” que ele faz com os lábios ou língua para reproduzir o que escuta. Assim, ouvir seus próprios sons e perceber a reação dos adultos nesse processo estimula o bebê a produzi-los ainda mais. Esse exercício de repetição é muito importante, pois atua diretamente no desenvolvimento da linguagem ao pronunciar as primeiras palavras e, gradualmente, estruturar pequenas frases.

Quando o bebê possui alguma deficiência auditiva, o desenvolvimento da fala pode ser bastante prejudicado, se o tratamento não for iniciado até os seis meses de idade. Geralmente, as maternidades realizam o “teste da orelhinha” (triagem auditiva neonatal), que confere a bom funcionamento do sistema auditivo. Essa triagem é rápida, não incomoda o bebê e não apresenta contra-indicação. Contudo, qualquer recém-nascido pode apresentar problema auditivo, mesmo que não haja fatores de riscos aparentes ou algum caso de surdez hereditário. Por isso, se você notar uma constante falta de reação do seu filho ou caso o teste não tenha sido realizado ao nascer, procure um especialista.

Descobrir a deficiência auditiva o quanto antes aumenta significativamente as chances de solucionar o problema.