A produção de leite materno

A produção de leite materno

O leite materno é produzido pela ação de vários hormônios que atuam no organismo da mulher muito antes do nascimento do bebê. No período da gestação, os seios vão sendo preparados para lactar e se tornarem fonte direta de alimentação. Nos primeiros dias após o parto, começa a ocorrer o aumento das mamas e consequentemente a liberação total do leite (apojadura); assim elas ficarão mais pesadas, quentes e sensíveis.

As mamas, também chamadas de peitos ou seios, são glândulas que possuem entre 18 a 20 unidades lactíferas, cuja parte interna se assemelha a cachos de uva (local onde o leite é produzido). Por intermédio de pequenos canais, o leite será transferido para depósitos localizados atrás da aréola, a parte mais escura ao redor do mamilo. Assim, o bebê quando mama, ele estimula uma glândula localizada no cérebro, chamada hipófise, responsável por liberar dois hormônios, a ocitocina e a prolactina. Esses hormônios são encarregados quanto à formação e saída do leite para o mamilo.

Nos primeiros dias de amamentação (a partir do fim da gravidez até o 7º dia após o parto), a mama libera uma substância chamada colostro de coloração amarelo gema, espesso e rico em proteínas e anticorpos sendo, portanto, considerado uma verdadeira vacina, eficaz na proteção do bebê contra possíveis infecções. O colostro tem ação laxativa que facilita a eliminação do mecônio (primeiras fezes do bebê), além de prevenir a icterícia.

A partir da segunda semana, há o aparecimento do leite de transição de cor amarelo claro. E após a terceira semana, surge então o leite maduro, no qual a aparência é um pouco “mais aguada”, entretanto, não deve ser confundido com leite fraco, uma vez que ele supre todas as necessidades da criança nos primeiros 6 meses de vida.

O organismo materno produz e repõe a quantidade de leite suficiente para nutrir o bebê diariamente, e a sucção das mamas é fundamental para que haja a produção do mesmo.

O leite do início da mamada é rico em proteínas, lactose, água e sais minerais. Já o leite ingerido no final da mamada, contém maior índice de gordura, ou seja, é mais rico em energia, proporcionando a saciedade e o ganho de peso da criança. Por isso, é importante que o bebê realize a sucção completa de uma mama para só depois passar para a outra mama.

É importante lembrar que a amamentação estimula o elo afetivo entre mãe e filho, fazendo o bebê sentir-se protegido e amado.

Referências Bibliográficas:
BENTO, J. Parabéns! Você está grávida – Orientações para uma gravidez perfeita. São Paulo: Alaúde, 2009.
FARIA, R. B.; FARIA, R. M. B. S. Gravidez Saudável – Guia Prático da Gestação ao Bebê. 1. ed. São Paulo: Lemos Editorial, 2004.