Amamentação: saúde e bem-estar materno

A amamentação representa um carinho especial da mãe, cuja preocupação principal é nutrir e cuidar de seu bebê, contribuindo com o seu desenvolvimento. É importante que além de reconfortar seu filho, a mulher encontre nessa prática prazer e felicidade, fortalecendo os vínculos maternais.

É difícil conseguir tirar o melhor desse momento quando se está estressada ou nervosa demais. Nesse sentido, é importante que as outras pessoas permitam que a mulher tenha um momento calmo para amamentar e não a sobrecarreguem de tarefas cotidianas. Quando há estresse, há inibição de dois hormônios essenciais para a amamentação: a prolactina, responsável pela produção do leite, e a ocitocina, responsável pela sua descida.

Quando a mãe relaxa, a sucção do bebê causa estímulos que chegam ao cérebro com a mensagem de que ele deseja se alimentar, produzindo ocitocina. Além de permitir que o leite desça, essa produção diminui o estresse, proporciona bem-estar e diminui o risco de anemia. Esse hormônio também é relacionado com a contração do útero que, após a gestação, pesa aproximadamente um quilo, voltando aos 60 gramas habituais após seis meses de amamentação.

Essa prática também contribui com a diminuição da incidência de câncer de mama e de alguns tipos de câncer de ovário, causada pela circulação de fatores de proteção do leite materno no sangue da mãe, e de hipertensão arterial e diabetes, pois a produção de leite utiliza as reservas de gordura armazenadas durante a gestação e permite com que o corpo volte ao peso do período pré-gestacional.

Amamentação: saúde e bem-estar materno