O choro do bebê

O choro do bebê

A comunicação entre mãe e filho é um exercício gradual que se inicia a partir do primeiro choro.

Todo bebê chora muito no primeiro mês de vida, pois é o único meio que ele tem de expressar suas necessidades. Assim, essas primeiras semanas de choro intenso geram grande preocupação para os pais, uma vez que sentem dificuldades em diagnosticar o motivo do choro do seu bebê. Entretanto, vale ressaltar, que à medida que os pais vão interagindo com seu filho, aprendem a reconhecer certos tipos de choro e a agir conforme a necessidade da criança.

Geralmente, por volta dos três meses, o bebê em vez de chorar estará atento ao mundo à sua volta, recorrendo a sinais corporais, como mexer as mãos ou os pés vigorosamente, virando a cabeça, etc.

Contudo, a atitude mais coerente é observar as diversas possibilidades que causam o desconforto, até identificar, por eliminação, o que ocasionou o choro.

É importante verificar:

Ambiente: observe se a roupa que o bebê está usando está de acordo com a temperatura, do contrário, ocasionará irritabilidade e desconforto;

Cólicas: durante os quatro primeiros meses de vida é comum os bebês sentirem dores abdominais devido ao acumulo de gases. Essas dores são acompanhadas de choros regulares e intensos, que ocorrem em determinado horário o dia;

Assaduras: atentar-se a pele do bebê durante a troca de fraldas, na qual esta deverá ocorrer imediatamente logo após as evacuações e quando notar a presença de urina;

Erupção dos dentes: normalmente ocorrem por volta do sexto mês de vida, com coceiras e inchaço nas gengivas, aumento da salivação, estado febril, entre outros. Para ajudar o rompimento dos dentinhos e aliviar essas sensações, recomenda-se oferecer ao bebê mordedores de borracha e, quando necessário, utilizar analgésicos conforme indicação médica;

Problemas emocionais: podem ser desencadeados por cansaço, agitação excessiva, insegurança (necessidade de aconchego), ambiente em que a criança vive (tranquilo ou agitado), a sensibilidade dos pais e familiares durante o trato com o bebê.

Seja qual for o motivo, mediante uma crise de choro, o melhor é responder a este apelo com bastante calma, carinho e atenção. Desta forma, quando a criança sentir que o seu apelo foi compreendido, certamente se sentirá mais segura e tranquila, contribuindo assim com o seu bem-estar e autoestima.