O comportamento do papai, após a chegada do bebê

Durante a gravidez e após o nascimento do bebê, a mulher passa por grandes mudanças físicas e psicológicas. Isso ocorre, principalmente, devido a alterações hormonais que ocorrem em seu corpo. É normal que ela se torne mais insegura, mais sensível, que tenha enjôos, e que apresente oscilações de humor constantemente.  Nesse contexto, é comum que a mulher se distancie do homem, e este, por sua vez, pode sentir-se excluído ou rejeitado, aflorando o sentimento de ciúme, uma vez que desconhece as razões pelas quais a mulher se encontra dessa maneira.

Mas como o casal deve trabalhar para reverter essa situação?

Antes de tudo, deve-se acabar com o mito de que quando o filho nasce, o bebê pertence mais a mãe do que ao pai. O pai tem as mesmas obrigações que a mãe e a sua participação deve ser iniciada desde o período de gravidez – escolhendo o nome da criança, o médico ideal, participando das compras do enxoval, estando presente nas consultas médicas, e acima de tudo estando presente na hora do nascimento.

Quando a criança nasce, essa participação deve manter-se constante. O pai deve dividir as tarefas com a mãe, participando do momento da amamentação, sendo paciente e compreensivo, acordando nas madrugadas em que o bebê estiver chorando, fazendo o bebê dormir, entre outras coisas. Vale lembrar que a inclusão do pai nas tarefas de cuidado do bebê depende da ação da mãe, uma vez que ela abre as portas para a relação entre o pai e o filho. Portanto, é ideal que a mamãe convide o papai para participar das diversas situações e que ceda momentos para que ele também cuide do filho, não devendo sentir-se como a única responsável pelos cuidados do bebê.

Além disso, o diálogo entre os pais é essencial para minimizar o sentimento de exclusão e ciúme que acomete o pai. É muito importante que os homens dêem créditos aos seus próprios sentimentos e mais que isso, que estejam dispostos a discuti-los com a parceira a fim de juntos, encontrarem a melhor solução para a situação. Quanto à mulher, é importante que ela tente compreender as razões que levam o marido a sentir-se dessa maneira, não devendo julgá-lo como infantil ou despreparado para a situação.