Parto normal (parte II)

O primeiro estágio do parto, fase da dilatação, termina quando o colo uterino se apresenta totalmente dilatado, com aproximadamente 10 centímetros de diâmetro, e pronto para a passagem da criança, na qual ocasionará as fortes e dolorosas contrações. Assim, dará início ao segundo período, marcado pela expulsão e saída do bebê. Esse período leva até uma hora, caso seja o primeiro filho, podendo ser prolongado se a mãe estiver sob efeito da anestesia.

Durante essa fase, a mamãe sentirá naturalmente vontade de fazer muita força, pois é comum a sensação de peso e pressão no ânus, semelhante à evacuação. Nesse momento, geralmente, o nascimento está muito próximo, uma vez que a cabecinha da criança está bem baixa na vagina. Vale lembrar que essa força de expulsão só deverá ser realizada no nível mais alto das contrações uterinas, e mediante orientação médica. A compressão que o feto exerce ao longo das estruturas presentes na pélvis ocasiona contrações reflexas da musculatura abdominal, os “esforços”, fundamentais para a expulsão do bebê.

Para facilitar a saída e o desprendimento final da cabeça da criança poderá ser necessário, mediante avaliação médica, realizar-se a episiotomia (corte retilíneo na região perineal) com o intuito de protegê-la contra possíveis lesões perineais e genitais. Esse procedimento é feito em grande parte dos partos e, principalmente em casos de:

– dificuldade de saída do bebê no esforço expulsivo do parto;

– bebê prematuro ou muito grande;

– abertura vaginal insuficiente;

– parto fórcipe*;

– se for o primeiro parto vaginal.

A episiotomia é realizada quando a mamãe já está anestesiada. A sutura será feita após o nascimento, unindo-se as várias camadas por meio de pontos com um fio absorvível, que caem sozinhos entre 5 e 7 dias.

Tenha em mente que o período expulsivo e as fortes dores cessam quando o bebê nasce. Portanto, mantenha a calma e desfrute da sensação de receber o seu filho com todo amor em seus braços.

* Parto Fórceps: e o parto normal (via vaginal) que se realiza por meio de um instrumento cirúrgico semelhante a uma colher, que é inserido no canal genital da mulher, adaptando-os em ambos os lados da cabeça do bebê para auxiliar o médico a retirá-lo. Geralmente é usado quando o bebê é muito grande ou em casos de emergência ou sofrimento fetal.

Continue a leitura: Parto normal (parte III)